A vida é bela, na verdade as coisas simples são realmente maravilhosas, situações em que dificilmente a gente se
dá conta de quão magníficas elas são.Eu particularmente penso que as situações que não podem sem
modificadas, nós temos que aceitar e aprender a conviver com elas, sem auto
piedade. Tô maluca, não! Vamos continuar os relatos da viagem.
Uma coisa importante é
o seguro-saúde, acho que é uma das poucas coisas que você paga e não quer usar. Então se você vai viajar não pode pensar em ir sem contratar
um, principalmente se o destino é os EUA, ora lá não existe o “Santo SUS”.
Assim contratamos o Assist Card (plano rubi) fiz várias
cotações, inclusive pela net, mas a melhor
foi com o agente de viagens que havia me vendido as passagens, foi ele que me
recomendou o plano rubi, pois ficava ali na coluna do meio, nem era tão
fraquinho e nem era top, me atenderia bem.
Lógico, isso você pensando que NADA vai te acontecer, mas as
coisas não são bem assim. E foi no final de um dia lindo, no dia 24 de janeiro,
depois de passar o dia no Animal Kingdom, ir as compras na Dollar Tree, que
minha tia saiu da loja conferindo a nota (detalhe: a loja vende tudo por $1, só
acrescenta o valor do imposto 6,5%, cálculo simples), deu um tropicão num
degrau bem discreto ( todo amarelo), caiu e quebrou o braço em QUATRO
partes.
Pois é, quando ela caiu a esperança era de que nada grave
tivesse acontecido, mas a dor não parava, então deixamos a turma em casa e
fomos eu, meu marido e a acidentada para o hospital.
Parece simples, mas não foi não, primeiro isso não constava
do roteiro! Oh, ironia!
Segundo, o meio de comunicação que estávamos usando era o
Skype, o lugar onde pegava bem o sinal de wi-fi, era na sala de computadores do
condomínio, o telefone da casa fazia ligações locais somente, e eu tinha que
falar com a seguradora no Brasil, para
que ela me orientasse, este foi o meu pensamento; mas o meu
excelentíssimo marido resolveu procurar o Hospital mais próximo e depois
resolver a questão do seguro, afinal era uma emergência! Bom, tinha lógica! Bora
pro hospital!
Fomos para o Kissimmee Hospital, expliquei o que aconteceu,
expliquei que tinha seguro de viagem, e tudo bem, fomos bem atendidos, logo no
raio-x a notícia da quebradura, depois veio a médica e falou que ia precisar de
cirurgia. Pense no desespero.
A orientação do ortopedista era de que seria melhor voltar ao
Brasil, pois o retorno já estava próximo, operar aqui, por conta dos cuidados com o pós-operatório, então minha tia foi
liberada depois de medicada, pois a coitada tava se acabando de dor.
Continua achando fácil, então presta atenção! Antes de
sairmos do Hospital, fomos chamados para pagarmos a conta. É isso mesmo,
pagarmos a conta, lá fui eu explicar tudo de novo, a atendente disse que a
liberação do seguro tinha que ter ocorrido antes do atendimento. Pensei,
lascou! Cadê meu marido, agora eu mato ele!
Isso, foi uma fração de segundos, pensamentos apenas. Porque
a minha parte advogada falou mais alto, expliquei que antes do atendimento eu já tinha falado do seguro internacional, inclusive anotei na ficha de atendimento, e que eu
precisava fazer uma ligação gratuita para o seguro no Brasil.
A atendente mandou eu ligar de um telefone no corredor,
falar com a telefonista e pedir para fazer a ligação para o Brasil, assim eu
fiz, mas a telefonista não tinha autorização para fazer ligação
internacional.
Nesse momento, eu já tava começando a entrar em pânico (por dentro), voltei e expliquei novamente que a ligação era gratuita, e
finalmente ela deixou uma outra atendente fazer a ligação. Falei com o seguro,
este pediu os dados do Hospital, e tudo autorizado, saímos felizes sob a
condição de irmos novamente no ortopedista antes da viagem!
Tá achando que acabou, que nada! O que a gente não sabia é
que a saga para marcarmos uma consulta com o ortopedita ia ser uma via crusis.
Logo cedo, liguei para o seguro pedindo autorização para
marcarmos a consulta com o ortopedista, sendo que este ficou de retornar no
telefone da casa onde estávamos com o horário da consulta. Espera, espera nada!
Passamos o dia 25 todinho, dentro de casa esperando, até que
meu marido ligou para a seguradora deu uma prensa, e logo ligou um homem da
seguradora dizendo que tinha conseguido o agendamento para o dia seguinte,
detalhe ele morava no mesmo condomínio em que estávamos hospedados, deu o nº do
telefone célula dele e tudo mais, então demos uma relaxada, achamos que agora
sim, estava tudo ok. No dia 26 me liga uma pessoa de um consultório para marcar
o horário da consulta, mas na hora que eu falei o nome do seguro a atendente
simplesmente disse que não trabalhava com aquele seguro e desligou.
Confesso eu entrei em crise, liguei para seguradora no
Brasil, disse que ia entrar com
processo, que se acontecesse alguma coisa com a minha tia eles iam ser
responsáveis e blá blá bla!
A seguradora informou que estava cobrando
providências da filial nos EUA, e que estávamos numa chamada em conferência,
nisso ligam lá na casa e toquem os tambores, finalmente marcaram a consulta!
O problema é que a seguradora do Brasil tem um contrato com
a Coris nos States, e este era o nome que eu devia ter informado, e que não o fiz pois não
sabia.
Na consulta, fomos muito bem atendidos e por
solicitação da seguradora a atendente me
mostrou o valor pago pela consulta que era $300 (bem maior do que os $48 pagos pelo seguro), e que seria até mais caro, mas
como era seguradora tinha desconto, e que já estava tudo acertado pela
seguradora.
O médico confirmou a viabilidade de operar no Brasil,
aumentou o remédio dela, para que ela aguentasse possíveis turbulências na
viagem de retorno. O engraçado é que o médico e atendente se solidarizaram com
o fato dela se acidentar nas férias, faziam perguntas sobre o Brasil: Se é difícil
sambar? Carnaval? Se é calor? Se o brasileiro tem muito $ porque estão gastando muito?
Depois disso tudo, saímos com 2 grandes aprendizados: O “Santo
SUS” atende todo mundo, bem ou mal, mas atende! Segundo, nunca saía do Brasil,
sem seguro, se for para os States, então gaste um pouco mais com o valor da
cobertura, de pelo menos $20,000, pois hoje eu fico pensando se minha tia
tivesse que operar lá, os $8,000 de cobertura do meu plano seriam suficientes?
Concluindo, minha tia chegou operou e está se recuperando,
os médicos daqui ficaram encantados com os laudos e exames que ela trouxe, tudo de primeira.
Bom, viagem é como a vida acontecem coisas boas e ruins! Seja feliz!
Nenhum comentário :
Postar um comentário